
O presidente grego, Karolos Papoulias, afirmou nesta quarta-feira que não aceitará "insultos" da Alemanha, em resposta às dúvidas levantadas pelo ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble. Ele questionou o cumprimento dos compromissos da Grécia com o grupo de credores internacionais formado por Banco Central Europeu (BCE), a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
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"Não posso aceitar que o senhor Schäuble insulte meu país. Quem o senhor Schäuble pensa que é para ridicularizar a Grécia?", criticou o presidente grego em visita ao Ministério da Defesa. À emissora alemã "SWR", Schäuble disse que o principal problema agora são as dúvidas sobre se o Governo que vencer as eleições na Grécia em abril cumprirá os compromissos assumidos pelo Executivo atual para receber mais ajuda financeira internacional e, assim, evitar a quebra do país.
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"Sempre tivemos orgulho de defender, não só nossa liberdade, não só a liberdade de nosso país, mas também a liberdade da Europa", afirmou Papoulias, em relação à resistência helena contra as potências do eixo. As declarações do ministro alemão, que criticou especialmente a Nova Democracia, partido que aparece como favorito nas pesquisas para vencer as eleições, foram consideradas pela imprensa grega interferência na soberania do país.
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O presidente decidiu hoje renunciar a seu salário, de 300 mil euro anuais, atitude que foi elogiada pelo governo e considerada um gesto simbólico no contexto dos esforços que estão sendo exigidos ao povo grego, informou o jornal "Kathimerini".